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Archive for the ‘O portal do vento - minhas poesias’ Category

Boate barata

Maio 14, 2009 noite Deixe um comentário

kabuki facial por Cory.Lum

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=kabuki&m=text

Boate barata

Sentimentos deslizando,

Poemas se consumindo em vermelho

Papel machê e ilusões kabuki dançam sobre teus seios

Numa boate barata de Moscou.

Quatro poesias

Abril 24, 2009 noite Deixe um comentário

Gotas de agua.  por Óliver...

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=agua

Águas


Águas são rios e oceanos, nuvens e corredeiras
Também percorro sinuosos caminhos entre margens aprisionantes.
Guardo os peixes e suas escamas, mas nunca possuí arraias ou jubartes
e agora, breve chuva, deslizo sobre teu corpo…

Aliança 01 por Bruno Pimenta

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=alian%C3%A7a&w=all

Aliança


Escrever sobre o tempo
(e suas paisagens de lua) é buscar um tema recorrente
um espaço de alma, abraço encantado
e aperto de mão-confiança
fidelis, dolce fidelis

Escondido nos movimentos dos ares
Sutil dizer arrematado nos momentos de tensão
Ou contentamento. Onde a saída do labirinto
Senão na indicação da tua firmeza?

Amigo fiel confidente
Tesouro maior guardadoo nos escaninhos da alma
E nos incensos da memória, conserva em ti o frescor
Da nossa aliança!
Brincadeira por Messias Correia

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=brincadeira&m=text

Bem querer

Crianças brincando a brincadeira de brincar
Relva, planície, nuvem e sol
Remanso, paz, desejo, sentidos, raízes,
Sonhos, poesias quintanares
Iluminadas madrugadas dos mares teus
Domingo no parque por franzkina2

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=brique+da+reden%C3%A7%C3%A3o&page=7

Brique da Redenção
Paranjana, Café Viena, Trianon,
Estação Paraíso, Cumbuco, Terra do Sol
Fortaleza, São Paulo, Porto Alegre,
Caranguejo, Papicu, Canoa Quebrada
Avenida Paulista, Avenida São João (metrô)

Caldo de peixe, São Manoel, Aracati,
Redinha, Santana, Capitão Mostarda,
Cultura Quintana e Dragão do Mar
Bibi Ferreira, Marisa Monte, Gullar (Ponte Metálica)

Salgado Filho, Morada D’Aldeia, Aldeota, Beira Mar,
Sebastião Salgado, Masp, polpa de fruta, teu olhar
Cajarosca, Seis Bocas e Jeri,
Estação Ana Rosa, Bar do Pirata, Kandinsky (sapoti)

Praia das Fontes, Falésias, Lagoa Azul
Oliveira Paiva, Iepro, Mel de Caju
Silvia, Scheilla, Lila, Carlos, Rebecca, Maninho,
Avenida Ipiranga, Protásio Alves, Buffet de sopa (carne de pitanga)

Praça do Oliveira, calor, sorvetes de cajá
Maça, uvinha e melão
Café da manhã, Praia do Futuro, Iracema, Mazé
Dona Nenzinha, Vinícius, Caetano e Djavan
Teus olhos teu corpo tua voz avelã

Não há teu rosto

Abril 12, 2009 noite Deixe um comentário

Solidão por Victor Moriyama

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=solid%C3%A3o&page=6

 

Não há teu rosto nas estações, ruas ou avenidas

onde habitualmente te encontrava,

e por mais que eu te buscasse entre cafés,

nos lugares que eram nossos,

onde tantas vezes trocamos sonhos, imagens, fantasias,

ou nos deixamos levar pelas realidades

danosas muitas, amoráveis poucas,

mesmo em tais sítios não te encontrei.

 

Assim, ao não te ver,

era como se fugisse de mim mesmo,

um pouco dos meus sonhos,

das vestes com as quais cobria minhas inquietudes

Não,

não estavas mais em qualquer local onde poderias ou deverias

dentro do meu conhecimento

passastes então a habitar somente a caverna das minhas lembranças,

os poemas das minhas noites insones,

a fumaça diáfana dos cigarros e a ilusão

com a qual mantinha eu a esperança

de novamente rever-te

 

Assim enclausurei nossos encantamentos em um velho baú

no qual retenho um pouco de lágrimas,

um tanto de tristeza, muito de alegria,

mas especialmente o sorriso da noite

e a luz neón com a qual me deito

e que me acende no peito um vago torpor de espera,

talvez pelo que eu queira, menos pelo que eu receba,

mas que me aquece enfim,

entre os pedidos desorientados

na busca dos olhos teus.

Góticos

Abril 3, 2009 noite Deixe um comentário

las ramblas barcelona por gaz4650

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=ramblas&w=all

Góticos

 

Crianças riem enquanto luzes filtram-se em catedrais de Milão

Densas paisagens em oceanos de memórias azuis

Lembram, em góticos vitrais uma paz de intensa harmonia

Nas praças, nas calles, ramblas,

Verdes e delicadas tonalidades de Barcelona criam poesia…

 

 

Arabescos

Abril 2, 2009 noite Deixe um comentário

Arabesco por Favila Roces

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=arabescos&page=7

Arabescos

Arabescos, desenhos, pinturas, redemoinhos de vento

Damascos, tâmaras, oásis em quentes desertos e gélidas madrugadas

Profundidades. Ecos. Silêncios.

Isla dourada.

Minha espera, miríades de estrelas em silêncio…

Velho

Março 29, 2009 noite Deixe um comentário

O velho por Moizes Vasconcellos

Fonte: http://www.flickr.com/photos/moizesvasconcellos/525091244/

Velho, velho, por onde andastes?
Quais os caminhos percorridos,
o que querem dizer, gritar,
exclamar, chorar
cada uma das rugas
que te desenham um rosto marcado
e coberto de histórias?

Velho, velho, já solitário,
tendo por companheira
as suas lembranças e as (des)construções
que te adornaram a passagem da vida
e te fizeram assim,
como um pássaro,
pousar no teu presente.

E porque velho, te pergunto:
porque esse olhar perdido,
essa vontade de ser o que já foi?

Voltar para onde, retomar que caravelas,
se portos não há mais,
se distâncias engoliram teus oceanos,
se domados estão os teus cavalos alados
e tuas mulheres de densas carnes?

Onde estarão agora tuas mulheres, velho?
onde os olhos de paixão que tanto atormentastes,
onde as quentes umidades onde saciastes teus desejos?
por que estradas se corromperam teus sonhos,
que já não tens os toques suaves,
a nudez descomposta e o frenesi da luxúria?

Para onde as mandastes, velho?
que forma destes
para consumir as mãos que te acariciaram,
as bocas que te devoraram em plena satisfação?
onde estarão as mulheres que tivestes,
que desbragadamente usaste,
onde andarão?

Numa esquina qualquer elas te espreitam,
elas continuam sabendo de ti,
mas tu és apenas uma foto,
uma reminiscência,
recordações boas ou más,
é no que o tempo transformou
teu sexo em riste.

E dessas mulheres, velho,
quantas estariam aqui contigo,
e deitariam ao teu lado nas noites ocas,
se não as tivesses espantado,
se não as tivesse desprezado,
se não as tivesse humilhado?

Uma,
ao menos uma para ser testemunha
do que tu fostes,
para te acalentar nos momentos
em que a solidão de tudo te corrói a alma,
te embaça os sorrisos

pelo menos uma que estivesse aqui,
para cantar as tuas glórias
e para zelar pelo teu presente…

Mas não, estás só, terrivelmente só,
tão só que a solidão
transformou-se na amante triste
com quem compartilhas tua intolerância.

A solidão, velho,
velho homem de rugas desenhadas,
tão-só ela é tua companheira,
enquanto, aqui e ali.
uma fumaça azul de cigarro
desenha fugazmente
o tropel que o tempo,
incontinenti,
arremete contra ti.

Espia

Março 16, 2009 noite Deixe um comentário

O gato

Março 16, 2009 noite Deixe um comentário

 por Mariana David

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=cortina+homem

O gato estira-se preguiçosamente.
Você entra casa adentro.
O sol invade a sala.
Minúsculos grãos de poeira transformam-se em ouro volátil.
Pulo de cima do sofá e, enternecido,
mio seu nome.

Contempla

Março 13, 2009 noite Deixe um comentário

La Mujer Sombra... por z-nub

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=sombra&page=3

 

Contempla a tua sombra e vê como ela se alonga,
até encontrar a minha alegria.

Contempla teu corpo e,
por mais que queiras que ele vá para a frente
ele reluta: executo a minha vontade,
e estou onde está o meu amor.
E então retorna, vívido, para meu encontro.

Vento.

Furtiva

Março 7, 2009 noite 2 comentários

Medo da Chuva por .TatianaSapateiro.

 

Fonte: http://www.flickr.com/search/?q=chuva

 

 

Não sei se em cada espera

existe apenas a esperança

ou simplesmente o desdém

com possuístes meus sentidos

 

Erro assim entre pólos de solidão e de melancolia

Enquanto aguardo a luz da tua presença,

E talvez, calado, um pouco do teu olhar.

 

Te sinto como uma furtiva felicidade,

talvez uma redenção que me possa embalar a vida

receio pelos invernos e pelos outonos que passarei

vendo os desenhos da chuva na veneziana

fugitivos traços que me lembrarão você.

 

Vento