Constrangimento na Caixa Economica Federal, agência Bom Fim


logo-caixa-economica-federal por Rafael Sarpa

Fonte: http://www.flickr.com/search/?w=all&q=+caixa+economica+federal&m=text

CONSTRANGIMENTO. Bem antes das 10h de hoje fui à agencia Bom Fim da Caixa Economica Federal para pagar impostos municipais. Fui direto ao caixa eletrônico e após ter feito toda identificação, fui alertado pelo display que “o valor do pagamento excedia o possível”. Fui então falar com um funcionário-estagiário (ou o contrário) para que ele me explicasse porque eu, com o cartão da caixa e com saldo bancário não poderia efetivar o pagamento.

 ” – Porque a Prefeitura não aceita pagamentos acima de um mil reais”. (Estranho, pensei eu).

” – Então como faço?”

“- Como o senhor não é cliente dessa agência, vai ter de esperar até que a sua agência de origem mande os documentos de abertura de conta para que nós possamos conferir a sua assinatura.”

” – Ora” – eu disse – “mas se eu estou aqui com o cartão eletrônico da minha agência e com a minha carteira de identidade, porque…”

” – Não pode, senhor, é para a sua segurança, além do que há uma determinação da Caixa nesses casos.”

Casos, pensei eu? que casos? De qualquer modo, enquanto ele me explicava o improvável, absolutamente todas as pessoas que estavam atrás de mim na fila passaram à minha frente. Fiquei eu ali, apalermado. O tempo passou, meia hora, quarenta minutos, quase uma hora. Decidi falar com o gerente. Havia três. A informação que recebi foi a de que ” – … havia um convênio da Prefeitura com a Caixa … ” e que, realmente, eu só poderia efetivar o pagamento após a bendita chegada dos documentos da minha agência de origem. Aguardei mais, enquanto ía me dando conta de que já havia se passado mais de uma hora que eu estava dentro da agência. Eu havia decidido pagar ali para não ter de me deslocar para minha agência de origem, pois ainda pretendia resolver outros problemas pela manhã.

Finalmente os documentos chegaram. Fui ao caixa, entreguei-lhe meu cartão de crédito, meu documento de identidade e os documentos a serem pagos. Foi aí que de repente surgiu uma outra gerente, que afirmou que eu não poderia pagar ali. Já indignado, perguntei o motivo.

“-É porque o senhor abriu a conta bancária na outra agência com sua carteira de motorista. O senhor tem a sua carteira de motorista?”

(O inferno!) 

“-Não, porque ela foi furtada. Já fiz novo exame de revalidação, mas esse é o motivo pelo qual não a tenho nesse momento.”

“-Sim, sim, então o senhor não vai poder pagar, porque tem de apresentar exatamente o documento com o qual o senhor abriu a conta bancária na agência de origem; além disso, há uma determinação da Caixa que os pagamentos em outras agências – especialmente dos órgãos públicos – só pode ser feito com a apresentação dos documentos do banco de origem. Mas é tudo para a sua segurança.”

” A senhora está me dizendo, sutilmente, que eu poderia ter falsificado o cartão de crédito da caixa, a minha carteira de identidade, embora a senhora tenha consigo, na sua frente o documento que tem a minha assinatura de abertura de conta? Que eu não posso pagar a Prefeitura embora tenha saldo mais do que suficiente para tal pagamento? A senhora está dizendo que tudo isso pode ser falsificado, ou seja, que eu possa ser um estelionatário?”

” – O senhor me desculpe, mas há uma diretiva da Ccixa remetendo a tais casos, e eu não posso fazer nada.”

“-Quem sabe então eu clonei a mim mesmo? Se eu assinar qualquer documento a senhora poderá verificar que a assinatura é a mesma, além do que na carteira de identidade tem a minha fotografia e a minha assinatura!”

” – Não posso fazer nada, é tudo para a sua segurança.”, disse ela com aquela voz monocórdia que conhecemos tão bem. Ato seguinte, o caixa chamou outro número para ser atendido, para abreviar a situação. Afinal de contas, eu que me virasse.

Após mais de duas horas, a Caixa Economica Federal afirmava que um correntista com cartão de crédito da instituição, com cédula de identidade e com saldo bancário e com documentos de origem provando a sua assinatura, simplesmente não podia efetuar um pagamento. Mais: fica claro que não há qualquer confiança no correntista, que é visto claramente como um bandido, um estelionatário, tudo por obra e graça da burocracia da Caixa Econômica Federal e de suas diretivas internas. Portanto, quando se fala em segurança do cliente, não nos iludamos: seria mais honesto falar de sua própria segurança institucional. Cliente, para a Caixa, é bandido, é falcatrua, é lixo.

Se isso não é constrangimento, sinceramente, não sei o que é.

Saí da agência, fui para minha casa, peguei a chave do carro e fui à minha agência de origem. Recebi uma ficha para ser atendido no caixa. Dez minutos depois eu havia pago o que queria. Apresentei apenas a carteira de identidade e o cartão de crédito. Em quinze minutos estava tudo resolvido, mas a revolta de ser tratado com amais absoluta desconfiança e falta de crédito na sua palavra, com inabilidade, com injustiça e de ser indiretamente cogitada a hipótese de que eu estava lesando alguém absolutamente não me abandona.

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