Escrever


  • Projeto Máquinas - momento 03 por pessôa & lacerda

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Escrever todos os dias não é uma tarefa fáci e implica, muitas vezes, em ter um “estoque” em reserva, como se fosse  um dispensário onde guardamos um número razoável de assuntos que serão apresentados em um menu de acordo com as nossas necessidades. Mas, pensando bem, qual a necessidade que temos de possuir uma reserva, se não utilizamos a escrita de maneira profissional e não temos um compromisso, uma obrigação a ser cumprida?  

Sabemos que os cronistas, os escritores profissionais, os bloggers, de modo geral, tem reservas pessoais. Eu, por acaso, não tenho, ou se tenho, não utilizo muitas vezes, o que significa que o assunto, que o foco do que escrevo vem, muitas vezes, de modo aleatório. Fosse um trabalho o que faço, teria de estar cingido ao que vai pelo mundo, ao noticiário, ao que é trend, ou no mínimo faz parte do conjunto do mundo do entretenimento, pois é o que se escreve para a massa das pessoas. Se escreve o que é, em boa parte, sacramentado pelos mass midia. Caramba, nem publicitário eu sou, então não preciso ter um foco específico.  

Estou aqui para contar coisas que julgo interessantes ou, simplesmente, para trocar idéias. Meu foco principal é a educação, mas não só ela… sou um ser que não se conforma unicamente a uma classificação genérica, o que penso que é bom, embora me leve, muitas vezes a ser considerado um outsider, embora o meu comportamento seja convencional.  

Sou funcionário público, em vias de me aposentar, sou professor de matemática e ciências, mas não acho que isso seja o fundamental para minha vida, embora só possamos honestamente dizer isso quando alcançamos determinados objetivos. Não gosto, na verdade, de ser chamado de professor, porque no sentido geral, professor é entendido como o profissional que está por demais ocupado com o currículo formal, com o tempo, com as notas dos alunos.  

Prefiro dizer que amo lecionar, mas que, na minha visão, isso não é exatamente ser professor, mas, de algum modo interagir com o mundo, com as idéias e – porque não – divagar com meus alunos, quando eles me solicitam. Embora seja rigoroso muitas vezes, no fundo as minhas relações com os alunos são afetuosas, mas não a ponto de considerá-los meus filhos e muito menos me atormentar com infundados sentimentos de pátrio poder ou de culpa quando deva estabelecer limites. 

Continuo, a meses parcos da minha aposentadoria, achando que é uma maravilha dar aula a um público interessado e, para isso, muitas vezes a escuta tem uma enorme relevância. Não adianta uma menina adolescente, por exemplo, saber o que é uma membrana citoplasmática, se ela não entender porque menstrua em ciclos regulares. Quem dá aula na periferia das capitais sabe – ou deveria saber – muito bem disso.

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