Varig Varig Varig


Publicado em 22/09/2012

Serviço de Bordo da VARIG. Inesquecível.
Fotografias de Paulo Maurício e fotografias da Internet.
Uma Homenagem dos seus trabalhadores.
Edição do Vídeo Fotógrafo Paulo Resende.
Música: Maid with the Flaxen Hair.

Quem não se recorda? Quem não gostaria, então, de viajar pela VARIG?

Quem não se lembra das campanhas de publicidade pela televisão? Dos vôos internacionais, luxuosos?

Do charme inexcedível de viajar pela Viação Aérea Rio Grandense? Quem, quem, quem?

HILTON BESNOS

Sobre a VARIG

VARIG foi uma das primeiras companhias aéreas do brasil. Foi fundada em 7 de maio de 1927 na cidade de Porto Alegre (Rio Grande do Sul) sob o nome Viação Aérea Rio Grandense pelo alemão Otto Ernst Meyer.[1] A empresa, que era controlada pela Fundação Ruben Berta, atravessou um processo de recuperação judicial inédito no Brasil.

Entre as décadas de 1950 e 1970, a Varig era uma das maiores e mais conhecidas companhias aéreas privadas do mundo, concorrendo até mesmo com a inigualável PanAm. A empresa era conhecida pelo seu requintado serviço de bordo em todas as três classes. Nessa época a Varig operava rotas internacionais pra AméricaEuropaÁfrica e Ásia, no início com os Lockheed Constellation e Douglas DC-6, mais trade com osBoeing 707 e Sud Aviation Caravelle, e por fim com os Douglas DC-10 e Boeing 747.

Em 20 de julho de 2006, após ter entrado no processo de recuperação judicial, teve sua parte estrutural e financeiramente boa isolada e vendida para a Varig Logística S.A. através da constituição da razão social VRG Linhas Aéreas S.A., a qual, em 9 de abril de 2007, foi cedida para a Gol Transportes Aéreos.

Devido ao fato de não poder operar voos com a própria marca, que foi cedida juntamente à unidade produtiva que hoje está sob o domínio da VRG Linhas Aéreas S.A., a Fundação Ruben Berta criou a marca Flex Linhas Aéreas, que chegou a operar voos regulares comissionados pela Gol Transportes Aéreos mas, que teve sua falência decretada no mesmo dia do decreto da falência da Varig.

Curiosidades:

  • Os primeiros pilotos da Varig eram todos alemães.
  • A frota da Varig foi composta em 1943 com Lockheed L-10E Electra, antes era apenas uma coleção de aviões
  • 427 aeronaves foram operados entre 1927 e 2006
  • A frota da Varig dobrou depois incorporação da Real Aerovias com DC-3, C-46, Constellations e novos DC-6
  • 1955 inauguração da primeira rota internacional de Longo Curso: Porto Alegre/Congonhas/Galeão/Belém/Ciudad Trujillo/Nova Iorque
  • Primeira empresa a operar jatos no Brasil com Caravelle matriculado PP-VJC na rota Rio-Nova Iorque
  • Os Boeing 707 foram os aviões que voaram por mais tempo
  • Com a incorporação da Real Aerovias e da Panair do Brasil, a Varig herdou três Convairs 990 Coronado e dois Douglas DC-8. A Varig passou a ser a única empresa aérea no mundo a operar os três jatos concorrentes Americanos. Os DC-8 operaram de 1965 a 1977 e os Convair de 1963 a 1971
  • Sete acidentes com perda total, cinco deles fatais. As aeronaves vitimadas foras PP-VJB, VJR, VLJ, VJZ, VLU, VJT, VJK. Destaque para o PP-VJZ, que se acidentou no vôo Varig 820, o pior acidente da história da Varig e o PP-VLU, que desapareceu no Pacífico sem deixar rastros, permanecendo até hoje o maior mistério da aviação comercial.
  • A primeira companhia a fazer um vôo a para Japão foi a Real Aerovias. A rota foi tomada pela Varig após a compra da empresa.
  • Os DC-10-30 da Varig foram os primeiros jatos de fuselagem larga na aviação brasileira. Eles substituiram os 707 e integraram nas rotas para a África, Europa, Japão e Estados Unidos.
  • Os 767 foram os aviões de maior importância na história da Varig. Eles conseguiam voar para Europa e América do Norte sem escalas em com baixo custo de operação.
  • Os 767 foram os aviões que operaram com mais esquemas de pintura, desde o adotado em 1950 com a chegada dos DC-3, até o operado atualmente. No total foram cinco, os dois citados mais as cores de 1997, com a cauda azul e a estrela amarela, as de 2004, com o nome Varig em destaque na fuselagem e o esquema utilizado pela Varig antes do novo instalado pela GOL, o mesmo das cores de 2005 porém com a barriga branca. Os aviões também operaram com um os esquemas da Star Alliance (cauda branca) e o da Copa do mundo de 2002.
  • Os Boeing 737-300 foram as aeronaves operadas em maior número. Ao todo foram 47 aeronaves.
  • A Varig chegou a operar dois 737-800, com função de substituir os 737-300. Matriculados PP-VSA/VSB operaram apenas por quatro anos, e voam hoje na GOL, sob matrículas PR-GIO/GIP.
  • Os MD-11 foram os jatos de fuselagem larga mais importantes na história da Varig. O avião até a chegada dos 777, voou todas as rotas para a América do Sul, revezando com o 767 apenas na rota para Madri e na de Lisboa, (que só era eventualmente operada com os MD-11) e ainda as rotas para Nova Iorque, Miami, México, Chicago, Toronto, Los Angeles, Toronto, Tóquio, Nagoya, Johanesburgo, Bangcoc e Hong kong (alternando com o 747 até 1994).
  • A Varig foi a maior operadora mundial do MD-11 na versão de passageiros com 26 Aeronaves.
  • A Varig conquistou o título de melhor pintura áerea do mundo. Consistia em duas cores: o azul e o branco, junto com sua famosa estrela (rosa-dos-ventos) no estabilizador vertical. Atualmente utiliza as cores branco e azul, e sua famosa rosa-dos-ventos que agora é laranja por carregar o espírito da Gol e cortada ao meio no estabilizador vertical.
  • A Varig transportou inúmeras celebridades, entre elas o Papa João Paulo II, jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, presidentes de várias nações, seleções de futebol, artistas. Alguns momentos marcantes na história da empresa foram o transporte do corpo do piloto Ayrton Senna da Itália para o Brasil, a chegada da seleção brasileira tetracampeã no espaço aéreo deBrasília em 1994 com o DC-10-30 com pintura comemorativa da seleção escoltado por jatos da Força Aérea Brasileira, seguida do taxiamento da aeronave com o jogador Romárioempunhando a bandeira brasileira na janela da cabine de comando.
  • A Varig teve participação ativa na construção da Capital Federal. Inúmeros voos cargueiros da empresa transportaram milhares de toneladas de material até a então remota região do Planalto Central, materiais esses empregados nas centenas de obras em andamento.
  • Todos os voos da Varig para o Japão faziam escala em Los Angeles, tornando-a a companhia brasileira mais conhecida entre os passageiros japoneses e norte-americanos.
  • Durante os anos áureos da empresa, seus escritórios de reservas e atendimento aos passageiros e clientes no exterior eram considerados verdadeiros consulados extra-oficiais do país, pois prestavam os mais variados serviços de apoio e forneciam inúmeras informações ao público brasileiro em viagem. Além da excelência no atendimento, essas lojas também eram famosas pelo seu requinte e localização privilegiada como a de Paris que ficava em plena Avenida Champs-Élysées e a de New York que ficava instalada no Rockefeller Center. Muitas vezes serviam de ponto de encontro para grupos de turistas que se dividiam em diferentes roteiros pelas cidades visitadas.
  • O serviço de bordo sempre primou pelo requinte, conforme padrão idealizado por Helio Smidt. Na Primeira Classe, era servido caviar. Nos estertores da Varig, revelou-se que a iguaria era desviada e revendida por um quinto do preço original. Em entrevista ao Jornal do Brasil, o socialite Bruno Chateaubriand declarou que só fazia festas com o “caviar da Varig”, que custava à empresa R$ 6 milhões ao ano. [3]
  • A antiga Varig Engenharia e Manutenção, atual TAP Engenharia e Manutenção, foi reconhecida pelo seu alto padrão técnico, tendo prestado serviços para diversas outras empresas nacionais e internacionais. Os dois principais parques de manutenção estão localizados na cidade do Rio de Janeiro, onde está o maior hangar da América Latina (assim como maior vão livre coberto da América Latina) e em Porto Alegre.
  • Em meados de 2001 o jornalista e especialista em aviação, Edmundo Ubiratan, criou um website com a história integral da companhia até seus 75 anos. O website, hoje fora do ar, é ainda considerado um dos maiores acervos digitais sobre a história da Varig.
  • Para alguns fãs da VARIG, a empresa existiu por dois anos sob a marca Flex.
  • Quando operou os Boeing 777, a Varig matriculou as aeronaves com prefixos PP-VR*. Algumas aeronaves assim registradas foram carinhosamente apelidadas, como registrado com o PP-VRC “Roberto Carlos” e PP-VRD “Regina Duarte“. Contudo, os aviões PP-VRA foi oficialmente batizado como Otto Ernst Meyer, enquanto o PP-VRB foi batizado como Ruben Berta.

Acidentes e incidentes

A Varig teve uma série de acidentes ao longo de sua história, os quatro mais famosos foram:

  • 11 de julho de 1973voo 820 próximo a ParisFrança: Um Boeing 707 fez um pouso forçado devido a fogo num toalete, com 123 mortes, entre eles viajava Filinto Müller, ex-chefe da polícia política de Getúlio Vargas; o cantor Agostinho dos Santos; a socialite Regina Léclery. Os poucos sobreviventes eram tripulantes, que correram para a cabine de comando, além de um único passageiro;
  • 30 de janeiro de 1979Boeing 707-323 Cargo prefixo PP-VLU: Sob o comando do mesmo comandante do voo 820 de Paris (um dos poucos sobreviventes), o avião desapareceu sobre o Oceano Pacífico cerca de trinta minutos após a decolagem em Tóquio. Nenhum sinal da queda (destroços ou corpos) jamais foi encontrado. O voo de carga transportava, entre outros itens, 153 quadros do pintor Manabu Mabe, que voltavam de uma exposição no Japão. As pinturas foram avaliadas na época em mais de US$ 1,24 milhões. É conhecido por ser um dos maiores mistérios da história da aviação até os dias de hoje;
  • 2 de janeiro de 1987, o voo 797 entre Abidjan e o Rio de Janeiro operado pelo Boeing 707 caiu quando tentava regressar ao Aeroporto africano com problemas em um dos motores. Dos 51 ocupantes somente 1 sobreviveu.
  • 3 de setembro de 1989voo 254 próximo a São José do XinguBrasil: erro de navegação do comandante Garcez e do co-piloto Zille fez com que o avião, um Boeing 737-200, vagasse sobre a Amazônia até que o combustível terminasse, obrigando-os a um pouso forçado noturno na selva. Doze dos 48 passageiros morreram no acidente. Os sobreviventes foram forçados a buscar ajuda antes de serem descobertos dois dias depois;

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