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Educação

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CON +! Fácil, muito tranquilo

.38 Revolver Target por gahdjun

http://www.flickr.com/search/?q=revolver+38&z=e

Uns dias atrás, andei matando uma pessoa, mas, no fundo, foi um ato de caridade, afinal a criatura tinha completado 90 anos, e, pra ser bem sincero, ninguém sabia o que fazer com ela. Então um parente distante me contratou e eu fui lá e executei a velhota; sim, era uma mulher, daquelas quase carecas, de cabelo bem branco, mas isso é alta bobagem, pois o que interessa – sempre – é o serviço bem feito. E foi, até porque a mesma sofreu muito pouco, bastou gastar uma bala de revolver, dessas de trinta e oito e – zapt! – foi acabado todo o sofrido sofrimento.

Uma semana depois, recebi o pagamento e fiquei feliz, embora mil e trezentos reais não dê pra quase nada. Bom mesmo é matar gente importante, mas o trabalho, aí, muda de figura, pois é preciso muita campana, muito preparo, muita observação e, cá prá nós, nem sempre recompensa. Bom mesmo são esses trabalhinhos fáceis, eventuais, meio free-lancer.

A gente tem pouco estresse, vai lá, faz um servicinho bem feito e pronto – nada melhor do que dormir descansado, sem dever nada a ninguém. É encomendar uma morte boa e fim, o resto… só maravilha.

hILTON

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Eu 1

Eu 1

O músico britânico Boy George foi acusado de acorrentar e abusar de um homem em seu apartamento, em novembro de 2007, porém, em fevereiro de 2008, George disse que é inocente.

Fonte: http://celebridades.uol.com.br/album/ap_escandalos_sexuais_album.jhtm

Como nasci em 1954, vivi uma época musical maravilhosa. Além do Festival de San Remo, por exemplo, que assisti, pela tv, e cujas músicas tocavam normalmente nas rádios brasileiras, todas então, AM, terminei por escutar Gigliola Cinquetti, Rita Pavone, Sergio Endrigo, Roberto Carlos, The Platters, The Beatles, Rolling Stones, Supremes, Elvis Presley, Paul Anka, Neil Sedaka, Louis Armstrong, Carlos Gardel, Pixinguinha, Adoniran Barbosa, Milton Nascimento, Os Mutantes, Cartola, Paulinho da Viola, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Gal Costa, Rosemary, Caetano Veloso, Ella Fritzgerald, Cauby Peixoto, Chico Buarque, Vinícius e Toquinho, Jovem Guarda, Elis Regina, Demonios da Garoa, MPB, que isso me tornou razoavelmente seletivo.

O que hoje é arquivo no You Tube, para mim são trechos de realidade, momentos vividos entre todos os sentidos e sentimentos registrados por alguma música de qualidade. Somente em meio a vida, surgiu o conceito de música brega, mas não me intimidei com o rótulo. Enfim, cada momento de minha vida foi marcado por música.

Sendo de 1954, não era necessário o erotismo que não raro descamba para a safadeza pura e grossa. Claro que não sou moralista, mas, sinceramente, essas produções cinematográficas misturadas a seios e bundas siliconadas são absolutamente dispensáveis, assim como músicas burras alimentadas a grosserias habituais. O talento, me parece, não se nutre de mamilos (polêmicos?) ou de gemidos. De todo, alguns exemplos do que me marcou estão por aí, espalhados pelo blog.

Abraços!

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IMAGE Stevie Jobs

The Jobs tribute that went viral
A Hong Kong design student’s poignant tribute to Apple founder Steve Jobs became an internet hit on Thursday with its minimalist, touching symbolism and brought a job offer and a flood of commemorative merchandise using his design. Jonathan Mak/Reuters/Courtesy

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O conhecer e Heinsenberg

http://universofantastico.wordpress.com/2009/01/25/o-gato-de-schrodinger/

Até onde o conhecimento nos leva? E enfim, para que caminharmos? A própria caminhada nos ensina a andar e sabermos onde queremos ir ou, pelo menos, onde pretendemos chegar. Com o tempo e com o exercício de andarmos, vamos acumulando experiências, de tal modo que podemos reconhecer os atalhos, as curvas, as subidas mais ou menos íngremes, onde estão os regatos, as fontes, quando temos de mergulhar para atravessar um riacho. Nos movermos em relação ao conhecimento nos torna aprendentes mas, hoje em dia, esse caminho não é algo parecido com a reta que une dois pontos, partindo-se do mesmo plano. Alternativamente, temos vários planos que se fundem, que se atravessam, e os objetivos parecem, muitas vezes, esfumaçar-se. De certo modo, há uma névoa em tudo isso.

A difusão parece reinar em meio aos exercícios que fizemos para buscar algo que entrevemos, em alguma instância do futuro. No entanto, os planos se atravessam, o que é uma característica do nosso tempo atual: fossemos modernos e não pós-modernos, teríamos a certeza de que, trilhado um determinado caminho, atingiríamos um determinado lugar. Hoje vivenciamos instabilidades. Nossa época é francamente de consumidores, e não de produtores, como explicita Bauman. Confundimos situações que estão em mercado com situações que não são passíveis de ser negociadas, conforme lemos em Dany-Robert Dufour (1). A lista é grande e de qualidade. Pessoas que aprendem, mas aprendem o que, por que e para que, talvez essa devesse ser a pergunta mais correta a ser feita, uma pergunta que não pode prescindir de valores (axiologia).

Parece, contudo, que isso não importa muito.

De todo modo, temos de imaginar pontos ou objetivos que se encontram em movimento. Contudo, a incerteza e a instabilidade em um mundo voltado para o consumo nos faz lembrar o que, em 1927, Heisemberg concluía ser o princípio da incerteza, no que trata de física quântica, a das partículas elementares que constituem a matéria. Segundo o mesmo (2),  “É impossível conhecer simultaneamente e com exatidão a posição e o momento de uma partícula.” Por momento entenda-se o produto da massa pela velocidade.

Embora não se investigue a física quântica aqui, podemos traçar alguns paralelos, quando pensamos no conhecimento e, especialmente no aspecto social do mesmo. Estudar é um valor, mas também é algo que visa a melhoria de nossas vidas no sentido prático. Conforme já o diz Domenico di Masi, se duas pessoas virem o mesmo filme, sendo uma delas ignorante e a outra não, sem dúvida não terão assistido o mesmo filme. Sabedoria provinda da experiência. No momento em que não nos arriscamos ao erro, a flutuar entre possibilidades, o conhecimento se afasta, se embarafusta em alguns dos vários planos pelos quais pretendemos vislumbrar melhores possibilidades.

Precisamos, antes de tudo, mesmo antes do objetivo, aprender a valorar. Saber intuitivamente que água é para ser bebida, o que nos leva ao risco de navegarmos entre as incertezas. Para isso se aprende, para nos tornarmos seres mais independentes do que antes éramos. Se não entendemos isso, transformamos o saber em uma mercadoria e a vida nos passará in albis. Pequenos prazeres, os de sempre, não mais que isso, uma vez que não nos dispomos ao risco. Por isso a aprendizagem, seja ela qual for, pode ser mediada por terceiros, mas somente quem aprende consegue corporal e mentalmente aquilatar as transformações que ela ocasionou. Em tudo somos seres encarnados. Mesmo nas buscas metafísicas somos encarnados.

De toda forma, caímos aqui no tipo de conhecimento que interessa. Ele é socialmente desejável, é relevante do ponto de vista econômico, é produtivo, tende à pesquisa e à troca de informações. Esse conhecimento é o que, em tese, faz com que as coisas aconteçam da maneira como acontecem. Faz com que pessoas casem e tenham filhos, faz com que estudem e busquem melhorar as suas vidas, ter um emprego que as valorize, ter o que dizer aos mais jovens, ter efetuado algo socialmente validado pelo discurso médio. Em termos mais estritos, é o conhecimento que interessa aquele que nos leva a perceber o outro enquanto diferente de nós, mas respeitável. É o que nos faz trabalhar em grupo, em equipe, é o que mantêm o status quo, é o que nossos pais gostariam firmemente que fizéssemos.

Nem sempre, porém, é possível vislumbrar tal tipo de conhecimento, pois é necessário que haja uma sutil gradação social, um processo que se dá já a partir das vivências que temos em nossa família, nos grupos sociais em que somos pares, nas ideologias que estão postas como cachos de uvas para serem saboreadas ou cuspidas. Se não conseguimos entender tais situações dentro da multivariedade de planos em que estamos colocados, nossa tendência será a de resistir. E resistir de modo bastante claro e por vezes incisivo àquele conhecimento que nos leva à angústia, a termos de suplantar nossas dores, ao sacrifício do abrir mão de algo para obter o que se espera. O processo de aprendizagem é longo, exige por vezes preços altos e nem todos se dispõem a pagá-lo ou tem a capacidade de renúncia esperada. Nem sempre os objetivos, por outro lado, são claros (aliás, são encobertos na maior parte das vezes). Contrariamente ao que tínhamos como fixado, como erguido às custas de sacrifício para que pudéssemos, mais tarde, desfrutar de uma posição confortável, apresenta-se a realidade como flexível, instável, pontilhista, fugaz.

A sabedoria é encontrar, ao longo de um processo assim caracterizado, uma miríade de pontos de equilíbrio onde possamos nos apoiar, não mais que temporariamente, não mais que rapidamente, não mais que fugazmente. Talvez por isso as profissões de eleição social não tragam, de per si, as vantagens que queremos obter. Verifique-se: os parâmetros utilizados são os dos produtores em época de consumidores, de carreiras plantadas e feitas de maneira unidirecional em época de transições. Nunca precisamos tanto dos outros, pois na medida em que os planos de interseção mudam, igualmente necessitamos que os outros nos alertem dessas mudanças. Não é simplesmente estudar por estudar, mas saber as razões de porque estudamos. Converter o estudo, o processo de ensino e de aprendizagem em um padrão meramente capitalista é uma rematada tolice.

As profissões de eleição social não garantem mais uma real ascenção social, a não ser aquela aliada ao nome institucional. Ser médico hoje é tão-só ser médico hoje, e não mais ser, como há quarenta anos, um deus. Poucos acreditam em deuses atualmente. Talvez nem eles, deuses, acreditem piamente no que são ou deveriam ser. É possível que o parâmetro então deva ser igualmente alterado e é bem mais realista que façamos um investimento em áreas nas quais, além das promessas, possamos ter aquela velha e tão aprazível sensação de que fizemos algo com nossas próprias mãos e nos sentimos felizes por que o fizemos. Que temos habilidade para algo e nos entregamos a esse algo na medida em que nos capacitamos mais e mais no desenvolvimento dessa habilidade.

Não basta, então buscar o conhecimento como se ele fosse um dogma, um castelo, uma universidade reclusa em si própria, como se o conhecimento fosse a garantia de um título, mas sim que o conhecimento nos traga a felicidade de descobrirmos que somos capazes de, que podemos, que a nossa auto-estima não depende da opinião de a, de b ou de c, sejam a, b e c quem forem. É possível então que vivamos em um mundo no qual as materialidades tenham menor importância do que tiveram para os nossos pais. Eles, sim, vivendo em um mundo no qual a segurança material era um apanágio de uma carreira linearmente estruturada, possuíam tal visão do mundo. Hoje, uma visão de mundo atual requer a não-linearidade, a complexidade, a abertura em relação ao outro e às suas diferenças e uma singular presença criativa e de cooperação.

Nada do que se faz, se faz só, mas nada do que se faz em conjunto se faz integralmente em conjunto. Aprendemos sós, mas na presença do outro, na interveniência do outro. Conforme Maturana, não podemos mudar nossos padrões e nem as nossas estruturas. O máximo que o outro pode fazer é perturbar-nos. Em meio a tais perturbações crescemos para um mundo no qual o conhecimento é indispensável. Talvez agora estejamos mais próximos do que nunca do compartilhamento, senão por concessão, por necessidade. Ouçam um músico tocar em duo, em trio, em orquestra. Cada instrumento continua sendo um instrumento, mas o efeito da harmonia é esplêndido. É possível que possamos entender um pouco mais do humano na medida em que nos cerquemos de harmonia.

A música tem muito a ensinar-nos.

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A Palavra Dita e Seguida

Ritual por Manu Pombrol

http://www.flickr.com/search/?z=e&w=all&q=ritual&m=text

NO MUNDO HAVIA QUATRO PADRÕES DE TRIBOS, todas coloridas: as dos amarelos, as dos brancos, as dos vermelhos, as dos negros, de tal modo que elas se distribuíam muito distantes umas das outras, o que justificava um certo espanto quando amarelos encontrassem brancos, brancos encontrassem vermelhos, negros encontrassem brancos, amarelos encontrassem…. e assim por diante.

Como tais encontros não se davam todos os dias, quem encontrava alguém de outra tribo ainda acrescentava algumas características às cores e também às qualidades de umas e outras cores e assim foram surgindo os brancos invasores, os negros estranhos, os amarelos china, os vermelhos índios, e mais algumas cores que eram sempre exóticas: os fúcsia, os verdes escuros, os brancos-gelo, os negros-azulados e assim por diante, de tal modo que, depois de um determinado tempo, as qualidades e as cores se casaram entre si.

Não importava muito se as cores em si e as qualidades associadas às primeiras fossem verdadeiras, desde que os membros de cada uma das tribos pudesse jogar seu gamão ou assistir às lutas de MMA quando quisessem. No entanto, em todas as tribos, independentemente das cores, surgiram, mais cedo ou mais tarde os Predestinados, que eram aqueles que tinham encontrado A Palavra.

A Palavra, dita assim e não dito assim, a palavra, eram completamente diferentes. A Palavra queria dizer mais, conferia mais poder àqueles que eventualmente se aproximavam de quem As Pronunciava. Como era necessário proteger A Palavra, conforme os Predestinados diziam, nada mais sensato do que submeter as demais tribos à Palavra. Os Predestinados sempre foram espertos, umas raposas. Enquanto todos brigavam, discutiam, iam para as guerras e sacrificavam inocentes para proteger A Palavra, os Predestinados simplesmente continuavam Dizendo-A.

No entanto, sabiam os Predestinados, que A Palavra não existia assim, sozinha, então foram buscar histórias reais ou inventadas, comentadas ou acreditadas, e utilizaram o Exemplo e A Palavra para difundir suas idéias. Com isso, logo houve seguidores. Os seguidores levavam a Palavra para as demais tribos, não importando qual a cor que tivessem e quais os costumes que tivessem incorporado. A Palavra devia Ser Dita e Seguida. Nem que fosse a Ferro e Fogo.

Realmente alguns foram literalmente queimados pelos seguidores d’A Pa Palavra. Carbonizados, para ser mais exato.

O interessante é que A Palavra se nutria de palavras pacificadoras: vida, solidariedade, amor, paciência, confraternização, fraternidade, e outras que sempre apontavam para o que de melhor em humanidade as tribos de cores diferentes poderiam produzir. Mesmo assim, matavam, estupravam, incendiavam, guerreavam, sacrificavam, baniam, expulsavam, violentavam, violavam, estupidificavam e emburreciam, segundo os seguidores para consagrar as primeiras.

Os seguidores passaram então, como ocorre diuturnamente a interpretar, a comentar, a refazer o que A Palavra lhes significava. A emenda ficou (bem) pior do que o texto inicial. Os seguidores, com letra minúscula, eram os que mais acreditavam na palavra: lhes dissessem qualquer bobagem ou assunto mais importante, não importava. Somente existia verdade na Palavra.

Uma vez que a Palavra não houvesse assegurado, transmitido, dito explícitamente, explicado, o demais não importava aos seguidores, pois esses simplesmente dividiam o mundo em duas partes: o que era dito pelos Predestinados e pela Palavra correspondia a tudo que estivesse certo, adequado, natural, feito para não ser tocado, imantado, incensado, respeitado, e o que não fosse dito pelos Predestinados e pela Palavra correspondia ao que deveria ser subjugado, pois era ignominioso, infiel, triste, melancólico, falso, mequetrefe, inspirado no erro, na abominação. De certo modo, os seguidores eram os mestres da simplificação, pois ou enalteciam ou decepavam. Simples assim.

Nesses tempos, até as bactérias e as briófitas passaram a se espantar.

Mas, aí, as tribos já tinham maiores contatos, e ficou difícil acreditarem somente em Uma Palavra. A Palavra transformou-se em Palavras, o que, na prática, significou que mais pessoas foram literalmente carbonizadas, houve mais guerras e mais inocentes foram sacrificados. Um belo dia, as Palavras resolveram igualmente brigar entre si, e mais gente continuou morrendo, senão pela Palavra, mas pelo Poder que ela representava.

Até hoje há pessoas que brigam pela Palavra, que se resume, no entanto, a uma só: Arrogância.

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Baobá Porto - Porto de Galinhas por Gustavo Penteado

http://www.flickr.com/search/?z=e&w=all&q=baoba&m=text

O único paradigma humano real é o caráter, os demais são infindos pontos de interesse que flutuam, aqui e ali sem qualquer outro sentido senão confirmarem a si próprios e influírem sobre a sociedade, criando ou mantendo estruturas de poder. O caráter é ouro, é uma permanência de e em honra, coragem, fidelidade, conferindo o sentido mais real da locução fiducia latina e é um sinal que te distingue dos que não o possuem e te aproxima dos melhores.

Quem tem caráter sacrifica muitas vezes seus interesses reais pelo que lhe torne a consciência tranquila, não por pieguice nem pela vaidade fútil da admiração alheia, mas, simplesmente, por valores acreditados. Talvez por isso o caráter não seja um bem circulante, no comércio. Sua maior riqueza está ligada ao Nome, não aquele que se associa à arrogância, às fortunas, aos interesses apócrifos e mesquinhos, mas, tão-só ao Nome.

O Nome e o caráter se retroalimentam, são autopoiéticos e associam-se de tal modo que se tornam indissociáveis e indissolúveis. São ambos, o Nome e o caráter, símbolos plenos de respeito e de autoridade. Ambos são reconhecidos quase como uma entidade.

Porém, como todos os demais paradigmas, também o caráter há de ser ensinado e aprendido. Não pode ser ensinado por quem não o ostenta, não pode ser aprendido por quem coloca o mundo a seus serviços e vontades.

O caráter faz com que dúvidas sejam afastadas, partindo de princípios simples e universalmente reconhecidos. É aprendido todos os dias, desde que nascemos, e se traduz pela serenidade em reconhecer-se no Outro, naquele que não somos, mas poderíamos ser. Assim, o caráter prescinde de grandes discursos, de eloqüências e de suportes ideológicos e/ou religiosos. Ao caráter, basta ver-se no Outro. Ao caráter, basta manifestar-se em relação ao Outro. Ao caráter basta bastar-se.

Ter caráter é compromissar-se com aquilo que aprendemos. Talvez, aí, resida o verdadeiro espírito de fraternidade: solidarizar-me com o que sei, com o que acredito, e não transigir por interesses mesquinhos. Quando me solidarizo com o Outro, o faço comigo mesmo, me torno congruente ante minhas convicções, que não são pedras, e, especialmente, me torno congruente ante minhas escolhas.

 

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BISTRÔ Publicidade tem receita?

Agencia brasileña propone receta para la buena

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Si la publicidad tuviera una receta, ¿cuales serían los ingredientes para una buena campaña?

Eso mismo se han preguntado en la agencia brasileña Bistrô… y ellos mismos se han contestado en este vídeo institucional que, aunque esté en portugués, es muy fácil de seguir…

http://www.youtube.com/watch?v=IM2PGk_JD68&feature=player_embedded#!

 

Publicado em http://www.pagina2.com.es/la-receta-de-la-publicidad/, Espanha.

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Ask to the cloud

É possível desenhar no céu?

Com aviões, aeroplanos, asas delta,

é possível escrever no céu?

com pára-quedas, com caças

é possível ler as nuvens?

com mísseis, foguetes, helicópteros,

é possível conversar com os céus?

com anjos, arcanjos e querubins,

mesmo com todos os santos que migraram

de homens a santos, e todas as fés

é possível invocar a Graça dos Céus?

Deus mora nos céus, ou sua casa está na mente e corações dos homens?

Onde está a Santidade, nuvem?

Anda, nuvem, responde!

hILTON

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